TREINAR PARA COMER? OU COMER PARA TREINAR?

 

Qual destas duas hipóteses será a correta: treinar para comer, ou comer para treinar? Mas antes dizemos ainda, que levante a mão quem nunca treinou como motivo para se desforrar a seguir nuns belos petiscos? Pois é, com maior ou menor nível de consciência quase todos já passamos por isto.

Perante esta pergunta, a resposta mais correta será comer para treinar, mas isto seria algo redutor e nós somos mais ambiciosos. Defendemos que o mais correto é mesmo comer de forma a fornecer ao nosso organismo as quantidades e os tipos corretos de nutrientes para o seu bom funcionamento, tendo em consideração as nossas especificidades individuais, que variam consoante a nossa idade, fisionomia, hábitos de exercício fisico (ou não!), eventuais patologias associadas, restrições alimentares (sejam elas escolhas ou necessidades), gostos, hábitos, de entre tantas outras variáveis.

Devemos procurar criar um padrão alimentar equilibrado, que optimize a ação dos principais grupos de nutrientes em nosso proveito: carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas , minerais, fibras e água. Só assim conseguimos contornar a falsa sensação de que podemos comer mais sem comprometer o peso, e ao mesmo tempo mantermos a nossa performance diária e desportiva.

Num país em que 1 em 3 crianças têm excesso de peso isto dá que pensar e reflete a qualidade da alimentação das suas famílias. E se formos falar de hábitos de exercício, segundo o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, IAN-AF 2015-2016, em Portugal apenas 36% dos jovens (15 a 21 anos), 27% dos adultos e 22% dos idosos (65 a 84 anos de idade) são fisicamente activos, cumprindo as actuais recomendações da OMS sobre actividade física para a saúde.

Há ainda um longo caminho a percorrer. O próprio conceito de alimentação saudável anda muitas vezes a par com uma conotação errada da palavra dieta, visando-a no sentido de regime restritivo de ingestão calórica apenas com o objectivo de perda de peso, em vez de incentivar a criação de hábitos alimentares a médio longo prazo, que levam não só à redução e manutenção do peso, mas também à redução de massa gorda e reforço de massa magra, crucial para um bom desempenho musculoesquelético.

A verdade é que a pergunta que escolhemos como titulo deste artigo tem o objectivo de provocar. Provocar no sentido de levar à reflexão individual, consciente e real sobre o papel da alimentação, avaliando a forma como a entendemos, como a gerimos e perceber qual o verdadeiro impacto que sentimos que esta tem na nossa qualidade de vida em geral (que é só muuuito!). Em última instância o segredo esta na qualidade, não na quantidade.

“Conseguimos que parasse um pouco para refletir sobre este assunto?” Objectivo foi cumprido. Damos-lhe os parabéns!

É normal que surjam dúvidas, questões e mesmo vontade de repensar a sua alimentação. Siga a sua intuição e conte connosco para o acompanhar nessa viagem.

Comece aqui e agora, preencha o nosso formulário indicando a sua motivação ou questão, e será contactado pela nossa Health Coach para uma avaliação gratuita e sem compromisso, tendo em vista a definição um plano de ação funcional e 100% personalizado.

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