QUERO CORRER UMA PROVA LONGA. E AGORA?

QUERO CORRER UMA PROVA LONGA.

E AGORA?

 

Chegou aquele dia em que diz: “Quero correr uma prova longa. E agora?”. A preparação para uma prova longa começa aí e sempre com a identificação de um local e data do grande dia. Pode até mudar ao longo da preparação mas para iniciarmos a viagem temos de ter um destino.

Assumir um objetivo para a prova é o segundo passo. Quando se trata da primeira vez que se corre uma distância o objetivo pode ser passar a meta, umas pessoas acrescentam ainda a este primeiro objetivo o de nunca parar de correr. A partir do momento em que passamos a barreira da primeira vez, para as vezes seguintes fica sempre a vontade de nos superarmos em fazer em menos tempo.

Com o primeiro e segundo passos tratados, falta o terceiro passo: encontrar um treinador que esteja 100% disponível para nos acompanhar na nossa nova aventura.

Falar com pessoas que já passaram pela experiência de ter um treinador de corrida e perceber se se revêem no registo de treinos é uma boa forma de escolherem o parceiro que vos vai acompanhar durante cerca de 16 semanas.

“O mais importante é terem um plano de treinos “desenhado” à medida de cada um, tendo em conta a experiência e disponibilidade que têm e indo-se adaptando aos imprevistos que vão surgindo.”

Se pertence à liga dos que gostam de participar em provas, nunca esquecer que quando existe um objetivo a médio prazo, uma prova longa para correr, até lá devemos inscrever-nos em provas que façam sentido integrar no plano de treinos e não aparecer com surpresas junto do running coach que o fazem levar as mãos à cabeça!

Como a preparação para uma prova de corrida não prevê só correr, nunca devemos esquecer o reforço muscular, os alongamentos e os treinos de mobilidade sempre alinhado com o plano de treinos de corrida.

“Quando os treinos longos começam é normal sermos assolados pelo medo. Porquê?”

Há uma fase do plano de treinos que é previsto levar o corpo ao limite, o esforço a que o corpo vai estar sujeito em certa altura na prova longa, à qual se chama “o muro”. Para que a mente reconheça o esforço e a superação do mesmo, é preciso passar por algo parecido durante os treinos, para ter a confiança de que se conseguiu superar durante os treinos também o conseguirá em prova.

Como é que isso é possível quando nunca corremos em treino a mesma distância da prova?

Através de um conjunto treinos com intensidades diferentes, de corrida e de força, que culminam num treino longo ao fim-de-semana.

Já as últimas semanas de treino devem ser levadas com muita calma e com a preocupação de não haver nenhuma lesão de última hora. Como o nosso running coach diz: “Agora já não há nada que se possa fazer para melhorar tempos. No entanto, há muito que se pode fazer para estragar”.

A alimentação muda, com maior teor de hidratos de carbono do que é habitual, não se deve beber álcool para evitar a desidratação e as sono deve ser regenerador, boas horas em qualidade e quantidade. As senhoras podem colocar de parte os saltos altos, para não arriscar torcer um pé, e, claro, seguir criteriosamente o plano de treinos definido para aos últimos dias.

Tudo feito para que no Dia D seja “só” ir buscar a medalha e terminarmos a prova com a sensação de dever cumprido, purpurinas a saltarem pelos ares e uma enorme vontade de passar por tudo, nem que seja, mais uma vez!

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