A INFLAMAÇÃO DO ORGANISMO E OS ALIMENTOS ANTIOXIDANTES, QUAL A RELAÇÃO?

A partir do momento em que o envelhecimento é uma inflamação crónica das células que reduz a capacidade de manutenção do corpo e reduz a capacidade de reparação das células quando estas oxidam, torna-se importante perceber de que forma é possível controlar ou prevenir essa oxidação.

 

O nosso corpo é um sistema binário, encontra-se em constante busca do equilíbrio, como tal, tem de haver a consciência que é necessário manter a balança entre a construção e a destruição de células com saldo positivo.

Recentemente descobriu-se que a proteína Sirtuína (SIRT1), um conjunto de enzimas com impacto na longevidade das células, atua na preservação dos tecidos do corpo. Se isso acontece, então é importante saber de que forma é possível ativar esta proteína no organismo e diminuir o estado de inflamação.

Ao nível da nutrição é importante saber quais os alimentos (componentes bioactivos) que activam a sirtuína para equilibrar os processos metabólicos, uma vez que a sua ingestão proporcionam o equilíbrio desta na balança, prevenindo o envelhecimento das células e o aparecimento de doenças crónicas.

Ultimamente ouve-se falar muito no efeito antioxidante dos alimentos no organismo, devido ao facto dos mesmos serem ativadores nutricionais da sirtuína, que melhoram o estado de envelhecimento dos órgãos.

 

Os alimentos que contêm grandes concentrações de antioxidantes, nomeadamente Resveratrol e Quercetina, quando ingeridos nas quantidades certas, travam a inflamação, contribuindo para a regeneração das células e a longevidade do corpo.

Alimentos com grandes concentrações de Resveratrol:

– Amendoim, manteiga de amendoim, cacau, uvas pretas (a casca), vinho tinto e raízes de uma hortaliça chamada “azeda”

Alimentos com grandes concentrações de Quercetina:

– Alcaparras, rabanete, alfarroba, kale, cebola roxa, maça vermelha com casca, ameixas, brócolos vinho tinto.

Alguns exemplos de antioxidantes nos alimentos:

– Betacaroteno: Legumes e frutas vermelhos/ cor-de-laranja /amarelos, como abóbora, beterraba, brócolos, cenoura, couve, damasco seco, melão ou ervilha;

– Vitamina C: Acerola, brócolos, caju, couveespinafre, kiwi, laranja, limão, manga, melão, morango, papaia ou tomate;

– Vitamina E: Abacate, Arroz integral, amêndoa, amendoim, castanha-do-pará, gema de ovo, gérmen de trigo, milho, óleos vegetais (soja, milho e algodão) e semente de girassol;

– Ácido elágico: Frutas vermelhas, nozes e romã.

– Antocianinas: Alface roxa, amora, açaí, ameixa vermelha, beringela, cebola roxa, cereja, framboesa, goiaba, jabuticaba, morango e repolho roxo;

– Bioflavonoides: Frutas cítricas, nozes e uvas escuras;

– Catequinas: Chá verde, morango, uva;

– Isoflavona: Semente de linhaça ou soja;

– Licopeno: Goiaba, melancia ou tomate;

– Ômega 3: Atum, cavalinha, salmão, sardinha, semente de chia e de linhaça ou óleos vegetais;

– Polifenóis: Frutas vermelhas, frutas secas, cereais integrais, cebola, chá verde, maçã, nozes, soja, tomate, uva roxa e vinho tinto;

– Selênio: Aveia, aves, amêndoa, fígado, frutos do mar, nozes, peixes, sementes de girassol ou trigo integral;

– Zinco: Aves, carnes, cereais integrais, feijões, frutos do mar, leite ou nozes;

– Cisteína e glutationa: carne branca, atum, lentilhas, feijões, frutos secos, sementes, cebolas ou alho.

Podemos concluir:

– O estado oxidativo e a água que temos no corpo determina o nosso nível de envelhecimento. Uma pessoa nova pode ter um corpo envelhecido e vice-versa;

– A nutrição tem um papel importante nas doenças degenerativas, com efeito direto na longevidade, o que é o mesmo que dizer “previne o envelhecimento”;

– Os antioxidantes presentes os alimentos são ativadores nutricionais da sirtúnia, ou seja, servem para contrariar o envelhecimento dos órgãos;

– É fundamental ter presente que o envelhecimento (oxidação das células) não é provocada por um elemento único, mas tem a ver com um conjunto de situações, como a genética e fatores ambientais, a que estamos sujeitos diariamente.

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