CORRER COM OU SEM MÚSICA?

 

Ora aqui está uma questão que tantas opiniões divide, mas para a qual não existe um resposta “certa”, existem sim vantagens e desvantagens associadas que devemos conhecer, para que possamos tomar uma decisão uma consciente e informada.

VANTAGENS:

  • Reduz a percepção do esforço: a música, ao distrair-nos, tem um efeito na nossa percepção de esforço real sentido e afeta diretamente o nosso corpo e mindset. Contudo, esta vantagem também poderá tornar-se uma desvantagem, tal como veremos mais à frente.
  • Reduz a percepção do tempo: correr a ouvir música dá-nos a sensação de que o tempo passa mais depressa, o que de alguma forma também está associado à percepção do esforço. Acreditamos que este é um dos principais motivos pelos quais muitos escolhem correr com música como companhia.
  • Marcação do ritmo: O ritmo e a batida da música escolhida pode ajudar-nos a marcar o ritmo, mas convém ter sempre em consideração o tipo de treino que vamos fazer e adaptar a música ao mesmo.

DESVANTAGENS:

  • Distração: a música pode distrair-nos, afectar o nosso foco e atenção relativamente à postura de corrida, respiração e ritmo definido para o treino.
  • Segurança: a maioria dos atletas corre na rua, atravessa estradas, cruza-se com outras pessoas. A música não se pode sobrepor à segurança. Portanto, se a escolha é a de correr com música, devemos colocar apenas um dos auriculares e deixar o outro ouvido com livre acesso a tudo o que acontece à nossa volta.
  • Ritmos inadequados: a música pode afectar a consistência do treino de corrida. Imagine que está a fazer um treino de recuperação, ou de intensidade leve/moderada, se a música escolhida tiver um ritmo/batida acelerada potenciará o aumento do seu ritmo de corrida, de forma quase inconsciente. Por outro lado, a escolha de uma playlist muito variada pode levar ao oscilar da velocidade de corrida, o que por sua vez aumenta o desgaste do corpo.

A experiência diz-nos que muitos dos que começam a correr recorrem à música pelo medo de se “ouvir”. Não querem ouvir a  respiração, com medo que os leve a parar a qualquer momento, não querem ouvir os pensamentos, com receio que lhes traga frustração, querem sim que a música os ensurdeça a cabeça e anestesie o corpo até chegar o dia em que correr passa a ser um momento de lazer e prazer. Para nós, a chave da escolha de correr com ou sem música está na consciência relativa ao nosso objectivo individual.

“O importante é calçar os ténis e correr. No entanto, devemos ter em atenção que para quem se está a iniciar na corrida há pontos fundamentais como ouvir a respiração e ouvir as passadas. Quer a respiração quer a passada deve ter uma cadência constante. Música nos ouvidos pode impedir o atleta de tomar consciência destes fatores. ” – Pedro Vieira, Running Coach

Também é interessante perceber que correr com música está relacionado com o tema de “correr sozinho ou acompanhado”. Ao correr com música, o atleta está inevitavelmente a correr sozinho e, ao fazê-lo, não está a tirar partido da energia à sua volta. Essa energia pode vir de outros corredores (por exemplo, em provas) ou da natureza.

No caso das provas, o nosso conselho é concreto: NUNCA correr com música. É fundamental ouvir e sentir o ambiente, como os outros corredores e o público, quando existe…

Resumindo, há que definir objectivos e organizarmo-nos nesse sentido. Importa reconhecer que a música é um estímulo que ajuda a passar, de forma mais rápida, os minutos e os quilómetros. Mas, como em tudo, tem que haver um bom equilíbrio.

Se pretende começar, ou recomeçar, a correr, ou aventurar-se a distâncias mais longas, ou melhorar o seu desempenho na corrida, convidamo-lo a conhecer os nossos Planos Personalizados de Corrida.

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