BEM-ESTAR E NUTRIÇÃO, QUAL A RELAÇÃO?

 

Bem-estar e nutrição, qual a relação? Um bom ponto de partida é começar por conhecer a evolução do conceito de bem-estar e qual o seu significado nos dias de hoje.

Sabia que o termo “bem-estar” aparece pela primeira vez no século XVI, para designar a satisfação de necessidades físicas? Já no século XVIII o conceito adapta-se e passa a referir-se à situação material, aquilo que permite satisfazer as necessidades da existência.

O conceito foi evoluindo no sentido de agregar de forma satisfatória necessidades físicas e materiais, ainda assim chegamos ao século XX com um enorme défice ao nível das necessidades emocionais, resultado da pouca atenção dada até então.

Atualmente vivemos outro paradigma, onde o bem-estar assume um significado mais holístico e de relevante importância. A sociedade toma finalmente uma maior consciência da sua importância e dos seus quatro pilares estruturantes:

  • Nutrição;
  • Atividade física;
  • Bons relacionamentos interpessoais, familiares e sociais;
  • Controle/redução do stress.

Mas o caminho para o bem-estar, na grande maioria das vezes, não significa seguir o caminho mais fácil, pois ele implica não cedermos ao que nos é mais cómodo, sair da zona de conforto, o implica pôr o “dedo na ferida”.

Relembremos a famosa citação:

“A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes.”

Quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida importa primeiro identificar qual o pilar do nosso bem-estar que precisa de maior atenção, naquele preciso momento.  O mais interessante neste processo, existindo compromisso, coerência e consistência, é que as mudanças feitas nessa áreas vão influenciar todas os outros pilares de forma positiva.

Porquê? Porque existem múltiplos caminhos para desenvolvermos cada uma das áreas do bem-estar acima descritas, e todos elas acabam por estar intrinsecamente interligadas.

Quando falamos em nutrição, por exemplo, não podemos focar-nos apenas nos nutrientes físicos, macro-nutrientes e micro-nutrientes, uma vez que não são os únicos.

Os nutrientes energéticos, provenientes dos nossos genes, herança cultural e familiar, e da energia dos alimentos, têm uma enorme importância para o nosso bem-estar, assim como os nutrientes emocionais, onde se encontram as outras três áreas da definição de bem-estar: o exercício físico, o ambiente e relações e o estado emocional.

Resumindo e baralhando podemos dizer que bem-estar é sinónimo de uma nutrição equilibrada nas suas três vertentes: física, energética e emocional. E encontrar o equilíbrio é a GRANDE questão.

Vejamos:

A nutrição funcional ao definir um plano alimentar adequado ao diagnóstico e respetivas necessidades de cada um, leva a que a atividade física também deve vista da mesma forma, realizada à medida das capacidades de cada pessoa.

Também a parte mental que está intrinsecamente relacionada com a alimentação, funcionado como efeito de espelho. Por exemplo, instabilidade emocional provoca instabilidade alimentar, e vice-versa.

E o exercício físico funciona como contraponto à parte mental, ao diminuir o stress, aumenta a auto-estima, regula a saciedade, atuando como um antidepressivo natural, entre outras vantagens.

A mente é assim o último elemento a entrar na relação triangular da definição de bem-estar e com ela surgem novas correntes de pensamento e estilos de vida associados, como o slow living, viver em equilíbrio e de forma harmonia, e o minimalismo, onde o menos é mais.

O caminho que se percorre até encontrarmos esse equilíbrio e foco no essencial pode ser algo sinuoso.

É até frequente acontecer após um episódio inesperado ou traumático, de dor profunda, que vai obrigar-nos a olhar para a vida com uma nova perspetiva, relativizando certos aspetos.

Um episódio inesperado ou traumático leva-nos a viver em modo sobrevivência e dando-nos a capacidade de eliminar o que está a mais. Vamos limpando aqui e ali, e de repente encontramos o que é essencial e onde queremos investir para um bem-estar pleno.

Melhor mesmo seria conseguirmos agir por escolha e não por força de um evento de vida menos agradável. Por isso, este é o seu mote! Precisa de apoio no arranque? Nós estamos aqui, é essa a nossa missão e o nosso propósito.

Preencha o nosso formulário para uma avliação gratuita e diga-nos: em qual destes quatro pilares precisa de se focar para investir na sua melhor versão?

Live Wisely | Think Wisely | Move Wisely – Juntos na sua melhor versão

 

Partilhar em

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados

Que fome é esta? 5 perguntas que o vão ajudar a perceber se a sua fome é emocional ou fisiológica?

QUE FOME É ESTA?

QUE FOME É ESTA?   Na semana passada falámos sobre as características que diferenciam a fome fisiológica e a fome emocional. Ainda assim, numa fase

Ler Mais »
Fome ou Vontade de comer? Saiba como distinguir a fome fisiológica da fome emocional.

FOME OU VONTADE DE COMER?

FOME OU VONTADE DE COMER? Conheça as diferenças entre a fome emocional e a fome fisiológica. Conhece aquela sensação de apetite súbito que nos faz

Ler Mais »
Devo correr sozinho ou acompanhado?

CORRER SOZINHO OU ACOMPANHADO?

CORRER SOZINHO OU ACOMPANHADO?   Pois é, correr sozinho ou acompanhado? Aqui está uma questão que já passou pela cabeça de todos os corredores, que

Ler Mais »